Posted
10/12/2004
by joão Gonçalves
....... O cara do espelho
A verdadeira face se mostra entre as sombras
Caem como folhas mortas amizades secas
São poucas mãos que formam grandes ondas
São poucas almas que iluminam esta luz negra
Procurei sabores entre outras dores
Tentei ressuscitar um ego falido
Distribui ao mundo tantas flores
Destruí meu jardim num quintal esquecido
Conheci os erros do cara do espelho
Eu vi seus olhos perdidos no infinito
Eu vi sua pele dobrada ao meio
Escutei seu silêncio abafado pelo grito
Camuflei minhas pegadas tentando voar
Corri tantas vezes voltando sempre para o mesmo lugar
Fui mutante...camaleão
Que sempre se adapta numa nova estação
O tempo lapidou as formas da minha emoção
O vento moldou cada nuvem que passa
As raízes são mais fortes nesta equação
Mas...Os ponteiros marcam sempre o caminho de casa.
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